Histórico

O Programa de Mestrado em Educação da Universidade Cidade de São Paulo, desde 1997, ano de sua criação, pesquisa os processos formativos dos sujeitos e a contribuição das políticas públicas, contemplada nas seguintes Linhas de Pesquisa: Sujeitos, Formação e Aprendizagem e Políticas Públicas de Educação, e assume o compromisso com a Pesquisa e com a formação do pesquisador, com vistas à produção de uma teorização no campo da educação.

Em 1997, quando iniciaram as atividades do Programa Mestrado em Educação, optou-se por organizar a estrutura curricular a partir da concepção de Núcleo Temático: Interdisciplinaridade e Formação. A Interdisciplinaridade foi concebida como atitude frente ao conhecimento e às formas de produzi-lo, com o intuito de reformular o modo de pensar, sentir e agir dos educadores e pesquisadores em Educação.

O Grupo de Docentes do Programa entendeu a proposta do Núcleo Temático: Interdisciplinaridade e Formação, como uma resposta ao desafio da pulverização e a descontextualização do conhecimento científico. Investigar os processos formativos em perspectiva Interdisciplinar seria, pois, compreendê-los articulados a contextos culturais mais amplos, bem como considerá-los no sentido de explicitar suas configurações singulares.
Entenderam, então, os docentes do programa que a formação  abrangeria os processos formativos a partir dos sentidos atribuídos pelos atores sociais envolvidos (dimensão micro), bem como abrangeria as demandas das Políticas das Políticas de Educação, para ampliar a compreensão desses processos (dimensão macro).        

Observou-se, no entanto, que o Núcleo Temático: Interdisciplinaridade e Formação, com o passar do tempo, não comportava mais as atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas pelo programa, uma vez que as Linhas de Pesquisa se desenvolveram para além da temática estabelecida.

No ano de 2006, relatórios, avaliações e transformações pelas quais passou o Programa, estimularam os docentes a constituir grupo de trabalho para pensar essa questão. Ficou evidenciado nesse grupo de trabalho que os professores tinham que clara a necessidade de construir um Projeto de Auto-Avaliação, que fosse capaz de responder, principalmente, às demandas da CAPES, da instituição e da comunidade na qual se inseria. 
 
Os primeiros resultados chamaram à atenção para uma reestruturação Curricular do Programa, planejada em 2007 e implantada em 2008. A proposta tem se voltado para o estudo e pesquisa na área de concentração:  Educação, com duas linhas de pesquisa: Sujeitos, Formação e Aprendizagem e Políticas Públicas de Educação, visando à educação na metrópole com ênfase na micro-região da zona leste da cidade de São Paulo.

A cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo, possui aproximadamente, 11.000,000 de habitantes. Sua região metropolitana aproximadamente 17.000,000, o que faz dela a 6a maior cidade do mundo. Está situada a 792m acima do nível do mar e ocupa uma área de 1.522.986 Km2, com densidade habitacional de 7.216, 3 hab. /Km2.

A Universidade Cidade de São Paulo situa-se numa região de alto índice populacional da cidade de São Paulo, a Zona Leste e vem, por meio de seu Programa de Mestrado em Educação, se consolidando como centro de referência em pós-graduação em educação nessa importante região de São Paulo.

De acordo com os critérios administrativos da Prefeitura de São Paulo a Zona Leste é constituída por três sub-regiões, contando com cinco diretorias de ensino da rede pública estadual e outras cinco diretorias de ensino da rede municipal que se concentram na Educação Básica.

A primeira sub-região é denominada Zona Leste 1 e engloba as sub-prefeituras da Penha, Ermelino Matarazzo, Itaquera e São Mateus. Conta hoje com mais de dois milhões de habitantes. É uma região diversificada que mescla residências e intensa atividade comercial e está em franco desenvolvimento. Passa por processos de regularização de áreas de risco (favelas), canalização de córregos e de rios, além da verticalização.

A segunda Sub-região denominada Zona Leste 2 engloba as sub-prefeituras do Itaim Paulista, Guaianazes, São Miguel Paulista e Cidade Tiradentes. Conta atualmente com aproximadamente dois milhões de habitantes. O censo de 2000 já acusava uma população de aproximadamente 1.200.000 habitantes. É a região com renda per capita mais baixa do município.

A terceira Sub-região é denominada Zona Sudeste e englobas as sub-prefeituras da Moóca, Aricanduva, Vila Prudente e Ipiranga. Tem hoje mais de dois milhões de habitantes e é inquestionavelmente a sub-região mais desenvolvida da Zona Leste, com melhor urbanização, infraestrutura e  verticalização.

Com uma população total de aproximadamente seis milhões de habitantes, maior que a maioria das capitais brasileiras, a Zona Leste é marcada pelo contraste, a síntese da cidade e do país: de um lado há bairros com boa qualidade de vida, com estrutura de esportes, lazer, moradia, escola, saúde  e de outro lado encontram-se pessoas que trabalham na informalidade como os catadores de lixo e as ocupações, um contingente expressivo cidadãos que vivem de forma que compromete a dignidade humana.

A migração, sobretudo, do nordeste e a imigração com uma presença crescente de bolivianos que vivem em situação de ilegalidade e pobreza, juntam-se aos potenciais e espaços para desenvolvimento de economia sustentável, com áreas que abrigam nascentes de rios importantes e remanescentes de mata atlântica. Entretanto, essas áreas vem sendo ocupadas de forma irregular, decorrência de problemas econômicos com conseqüentes problemas de escola, saúde e moradia.

O Programa tem se estruturado a partir dessas demandas educacionais próprias da micro-região da Zona Leste da cidade de São Paulo e tem como  desafio a formação de profissionais da educação: pesquisadores, gestores e docentes aptos a enfrentar com eficácia e resolutividade os desafios dessa região.

 
 
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